quarta-feira, 8 de abril de 2015

Propaganda espontânea na TV pode render frutos

Fazer propaganda nas redes de televisão rende frutos financeiros, midiáticos para a emissora, o programa e seus apresentadores. Mas e o merchan espontâneo teria a mesma força?

Uma prova disso foi a propaganda que Silvio Santos fez para a Netflix. O dono do Baú mencionou no seu programa no dia 22 de fevereiro que não assiste TV, por preferir cinema, que acompanha a série "A Bíblia", oferecido pelo serviço de streaming e falou: “Se você não tem Netflix na sua casa, passe a ter. A mensalidade é de R$ 18,90, creio eu. Os donos da Netflix devem estar me vendo nos Estados Unidos e devem mandar para mim um mês de graça”.



A repercussão foi imediata, o assunto tomou conta das redes sociais dando mais visibilidade ao Silvio Santos e a Netflix. Muitas pessoas pensaram que a uma jogada de marketing do apresentador, mas quem assistiu teve a certeza que ele foi espontâneo, como sempre tem sido ao longo da sua carreira na TV.

Alheio a discussão de ser jogada de marketing ou não, a Netflix não demorou a responder Silvio Santos e o serviço de streaming ofereceu através de seu CEO, Reed Hastings, não só um mês gratuito, mas uma assinatura vitalícia. O anúncio foi feito pelo Youtube.

O caso já podia ser superado, mas a LG pegou carona e também quis visibilidade ao oferecer uma TV Ultra HD 4K (televisor de última geração) ao apresentador. A empresa sul-coreana postou um vídeo no Youtube para confirmar a oferta.

Essa situação deixa claro que quando a propaganda espontânea é realizada por alguém de credibilidade, os frutos aparecem de forma significativa e traz uma visibilidade interessante para os dois lados.

Qual será a próxima propaganda espontânea que vai sacudir de alguma forma as empresas? Vamos esperar.