Quem acompanha o meu blog sabe que trato de assuntos considerados leves e informativos, mas conversando com uma amiga na semana passada, lembrei de um assunto e de um fato que aconteceu comigo.
O assunto em questão é a discriminação em todos os sentidos, seja por cor de pele, orientação sexual, ser pobre, ter uma deficiência física ou mental, por ser gordo e também por ser nordestino. Abomino pessoas que discriminam e que julgam as outras por ser diferente delas em um dos aspectos que mencionei acima.
Acredito que a discriminação começa pelos pais e responsáveis pela criança. Portanto se esses discriminadores não forem combatidos na infância, eles serão intolerantes durante a sua vida. Penso que a pessoa tem que aprender a lidar e respeitar as diferenças dos outros.
Graças a Deus, nunca cometi nenhum ato de discriminação, mas já sofri um, o de cor de pele, há aproximadamente 4 anos atrás. Fato esse que contarei a vocês, logo abaixo.
Eu estava no quarto semestre de jornalismo e ainda estudava na UNIP. E o grupo em que eu estava tinha que fazer uma revista sobre a religião islâmica. Pois bem, em um sábado quatro amigos e eu fomos até São Bernardo entrevistar um sheik. Após a entrevista, chegamos em São Paulo e paramos em um bar na Rua Augusta, local que não me recordo o nome agora e que estava lotado.
Como eu não tinha grana, resolvi dar uma volta pela rua e meia-hora depois voltei ao bar. Os meus amigos estavam no fundo e como não tinha cadeira para mim, sentei no pé de uma escada. Um tempo depois, uma garçonete hostil pediu com grosseria para que eu desse licença para ela subir as escadas. Fiz isso e continuei sentado conversando com um dos meus amigos. Em seguida, outra garçonete diferente da primeira, já que me tratou com educação, nem se importou com a minha presença ali e apenas subiu as escadas.
Um tempo depois, a garçonete hostil desceu as escadas e grosseiramente me pediu licença novamente. Depois disso, ela foi falar com o dono do bar e apontou para mim. Em questão de segundos, o cara saiu do balcão e veio falar comigo. Ele disse: "Sai daí moleque e não enche o saco dos clientes, sai fora".
Eu respondi: "Me tira daqui se for homem o suficiente... E se toca, que não estou enchendo o saco de ninguém".
Ele só dizia: "Sai fora, sai fora, tá espantando os clientes".
Daí um dos meus amigos viu que eu estava perdendo controle, interferiu e disse que eu estava com eles. Foi só aí, que o dono do bar parou de falar besteira e me pediu desculpas, que não aceitei de jeito nenhum.
Por fim, quando saímos do bar, o dono e a garçonete hostil me pediram desculpas. Não aceitei e ainda disse que a justiça divina tarda mas não falha. E que ambos se acertariam com Deus e não comigo. Pois bem, duas semanas se passaram e vejo uma matéria no SPTV primeira edição, que um bar na Rua Augusta foi assaltado e um dos clientes foi assassinado. O local era o mesmo que eu sofri a discriminação.
Confesso que lamentei a morte do cliente, que não tinha nada a ver com a história, mas acredito que o prejuízo ao dono do bar foi de certa forma uma justiça divina. É como aquelas velhas máximas: "Aqui se faz, aqui se paga" e "Tudo o que vai, volta".
É por esses e outros motivos que respeito todas as pessoas em igualdade. Não admito e muito menos convivo com alguém preconceituoso, quero mesmo é distância. E também acredito que essa gente discriminatória não tem inteligência, educação e muito menos caráter. Pois se acham além do bem e do mal para julgar quem é diferente delas. Sei que a discriminação não vai acabar, mas sei que devemos combater qualquer tipo dessa manifestação.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O namoro na religião muçulmana só existe após o casamento
O professor Alferes, 37, formado em engenharia, é freqüentador da Mesquita localizada na rua Estela próximo ao metrô Paraíso, em São Paulo. Ele comenta como é o namoro, o casamento na religião islâmica e também opina sobre o sexo antes do casamento com base nos ensinamentos escritos no livro sagrado, o Alcorão.
Logo no início ele diz: "O namoro nada mais é, do que longas conversas para o casal perceber se vale a pena casar e se o relacionamento der certo, o próximo passo é o casamento. O namoro na religião muçulmana só existe após o matrimônio, pois assim os apaixonados têm mais liberdade, o amor é mantido, o sagrado matrimônio não cai na rotina e antes do casamento o beijo é expressamente proibido".
Segundo o professor, os jovens se conhecem dentro das escolas e também nas mesquitas. Esse conhecimento, tradicionalmente, é feito assim: o rapaz pede para a mãe ou irmã, arrumar uma menina com as características que ele deseja, elas descobrem a pretendente e pedem permissão para família da moça para que o garoto possa conhecê-la. Se houver a autorização, é marcado um almoço ou jantar.
Com isto, o rapaz vai com a sua família até a casa da moça que ele quer conhecer, pede para o pai dela para que possam conversar. Essa conversa pode durar dias, meses, anos até decidirem se casam ou não e eles nunca conversam sozinhos, isto é proibido.
"As características que mais chamam a atenção de um homem são: a beleza, ascendência, conhecimentos, posição social e religiosidade. A mais importante é a religiosidade, porque não adianta a menina ser bonita, ter uma excelente ascendência, possuir ótimos conhecimentos e posição social muito boa, se ela não possuir a religiosidade suficiente para ser uma esposa decente e com ótima moral. Também porque, hoje ela pode ser bonita, mas daqui a 20 anos poderá estar velha e decadente, possuir conhecimentos, mas não ter fé, ter uma boa ascendência e não crer em Allah. Por último hoje ela pode ser rica, mas pode acontecer algo e perder tudo", explica Alferes, com base nas palavras do profeta Mohammed: "Casa – se com as fiéis, pois elas seriam ótimas esposas e mães".
Na cerimônia de casamento, não pode faltar carneiro ou boi, assado ou cozido e degolado (tradição islâmica, pois se a carne não for degolada, as pessoas estariam se alimentando de uma carne suja e podre) uma pessoa que entenda muito da religião muçulmana, não necessariamente um Sheik. Os homens ficam separados das mulheres, que estam em outra sala. Antes da cerimônia os noivos confirmam o casamento.
Sobre o sexo antes do casamento, ele relata: "O sexo antes do casamento traz muitos problemas, pode nascer uma criança, se os pais em alguns casos não podem manter, isto será um dos diversos problemas para a sociedade, mas se o pai puder manter ótimo. Se o pai não puder manter há o surgimento de mães solteiras, se elas não puderem manter o filho, acontece de deixá-lo em lixeiras, rios e isto é um caos na sociedade. Este é um dos sete grandes pecados, pois a moral da mulher é afetada. E se o homem fizer sexo com uma mulher antes do casamento e morrer, o seu destino é o inferno".
Se ocorrer a gravidez antes do casamento e, se a mãe for solteira, a lei prevê que, após o período de amamentação haja a separação de mãe e filho.
Caso aconteça em um país que não segue a lei islâmica, os pais conversam com seus filhos, explicam a situação e têm o perdão, porque é fácil em uma sociedade como a nossa (brasileira) as pessoas se corromperem. E em um país que segue a lei islâmica, se o homem for casado e traiu a esposa, ele tem que morrer e o mesmo acontece com a mulher quando ela trai o marido. Se o homem for solteiro, ele leva 80 chibatas em plena praça pública, isto para servir de lição para as outras pessoas e que isto não se repita, o mesmo vale para a mulher. O objetivo não é punir, e sim, evitar que outros façam o mesmo.
Logo no início ele diz: "O namoro nada mais é, do que longas conversas para o casal perceber se vale a pena casar e se o relacionamento der certo, o próximo passo é o casamento. O namoro na religião muçulmana só existe após o matrimônio, pois assim os apaixonados têm mais liberdade, o amor é mantido, o sagrado matrimônio não cai na rotina e antes do casamento o beijo é expressamente proibido".
Segundo o professor, os jovens se conhecem dentro das escolas e também nas mesquitas. Esse conhecimento, tradicionalmente, é feito assim: o rapaz pede para a mãe ou irmã, arrumar uma menina com as características que ele deseja, elas descobrem a pretendente e pedem permissão para família da moça para que o garoto possa conhecê-la. Se houver a autorização, é marcado um almoço ou jantar.
Com isto, o rapaz vai com a sua família até a casa da moça que ele quer conhecer, pede para o pai dela para que possam conversar. Essa conversa pode durar dias, meses, anos até decidirem se casam ou não e eles nunca conversam sozinhos, isto é proibido.
"As características que mais chamam a atenção de um homem são: a beleza, ascendência, conhecimentos, posição social e religiosidade. A mais importante é a religiosidade, porque não adianta a menina ser bonita, ter uma excelente ascendência, possuir ótimos conhecimentos e posição social muito boa, se ela não possuir a religiosidade suficiente para ser uma esposa decente e com ótima moral. Também porque, hoje ela pode ser bonita, mas daqui a 20 anos poderá estar velha e decadente, possuir conhecimentos, mas não ter fé, ter uma boa ascendência e não crer em Allah. Por último hoje ela pode ser rica, mas pode acontecer algo e perder tudo", explica Alferes, com base nas palavras do profeta Mohammed: "Casa – se com as fiéis, pois elas seriam ótimas esposas e mães".
Na cerimônia de casamento, não pode faltar carneiro ou boi, assado ou cozido e degolado (tradição islâmica, pois se a carne não for degolada, as pessoas estariam se alimentando de uma carne suja e podre) uma pessoa que entenda muito da religião muçulmana, não necessariamente um Sheik. Os homens ficam separados das mulheres, que estam em outra sala. Antes da cerimônia os noivos confirmam o casamento.
Sobre o sexo antes do casamento, ele relata: "O sexo antes do casamento traz muitos problemas, pode nascer uma criança, se os pais em alguns casos não podem manter, isto será um dos diversos problemas para a sociedade, mas se o pai puder manter ótimo. Se o pai não puder manter há o surgimento de mães solteiras, se elas não puderem manter o filho, acontece de deixá-lo em lixeiras, rios e isto é um caos na sociedade. Este é um dos sete grandes pecados, pois a moral da mulher é afetada. E se o homem fizer sexo com uma mulher antes do casamento e morrer, o seu destino é o inferno".
Se ocorrer a gravidez antes do casamento e, se a mãe for solteira, a lei prevê que, após o período de amamentação haja a separação de mãe e filho.
Caso aconteça em um país que não segue a lei islâmica, os pais conversam com seus filhos, explicam a situação e têm o perdão, porque é fácil em uma sociedade como a nossa (brasileira) as pessoas se corromperem. E em um país que segue a lei islâmica, se o homem for casado e traiu a esposa, ele tem que morrer e o mesmo acontece com a mulher quando ela trai o marido. Se o homem for solteiro, ele leva 80 chibatas em plena praça pública, isto para servir de lição para as outras pessoas e que isto não se repita, o mesmo vale para a mulher. O objetivo não é punir, e sim, evitar que outros façam o mesmo.
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